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Política

As grandes obras da cidade de São Paulo nos anos 2000

22 de abril de 2023 · 3 min de leitura
Avenida movimentada à noite com rastros de luz dos veículos entre prédios

Desde os anos 2000, São Paulo passou por grandes intervenções urbanas conduzidas por diferentes gestões: a integração tarifária com o Bilhete Único, novos corredores de ônibus e a expansão do Metrô em parceria com o Estado, a ampliação de ciclovias e faixas exclusivas, a abertura da Avenida Paulista aos pedestres nos domingos e as ações no centro, incluindo a região da Cracolândia. Este artigo apresenta as principais obras e o prefeito de cada período, com foco no que mudou para a população.

Transporte público: Bilhete Único e Metrô

A integração do transporte público foi um dos maiores avanços da década. O Bilhete Único, implantado em 2004 na gestão de Marta Suplicy, permitiu integrar ônibus municipais e, depois, Metrô e trens da CPTM em uma única tarifa. Na gestão de José Serra (2005-2006), a integração foi ampliada e as prefeituras seguintes mantiveram o sistema.

A expansão do Metrô é responsabilidade do governo do Estado, mas a cidade participa das obras de acesso e do entorno das estações. Ao longo dos anos 2000 foram inauguradas estações como Tamanduateí, na linha 2-Verde, e o trecho da linha 4-Amarela, que mudou a mobilidade entre o centro e a zona oeste.

Corredores de ônibus: Gilberto Kassab

Na gestão de Gilberto Kassab (2006-2012), a prefeitura investiu em corredores municipais, com destaque para o Expresso Tiradentes, inaugurado em 2007, e em terminais e vias segregadas que tornaram o transporte por ônibus mais rápido em eixos como o da Avenida Inajar de Souza. O corredor metropolitano São Mateus-Jabaquara, operado pela EMTU, é do governo estadual e serve de referência para o modelo.

Ciclovias e Paulista aberta: Fernando Haddad

Na gestão de Fernando Haddad (2013-2016), as intervenções mais visíveis foram a expansão das ciclovias, que chegaram a centenas de quilômetros, a ampliação das faixas exclusivas de ônibus para cerca de 400 km e o programa Paulista Aberta, iniciado em 2015, que fecha a Avenida Paulista aos carros nos domingos e feriados para atividades culturais e de lazer. A avenida se tornou um dos maiores espaços de convivência da cidade.

Centro e Cracolândia: João Doria

Na gestão de João Doria (2017-2018), as ações no centro incluíram a operação na região da Cracolândia, com intervenções policiais e urbanísticas para combater o tráfico e recuperar imóveis, e o programa "Cidade Linda", de limpeza e revitalização de espaços públicos. O Elevado Presidente João Goulart, o Minhocão, teve o uso como parque nos fins de semana e à noite consolidado por lei em 2018, com previsão de desativação gradual para o tráfego.

Resumo por gestão

Conclusão

As grandes obras de São Paulo a partir dos anos 2000 foram iniciativas de diferentes prefeitos, em parceria com o Estado, para promover o desenvolvimento urbano e a qualidade de vida. O transporte público ficou mais integrado e rápido, e novos espaços de convivência surgiram no centro e na Paulista. Ainda há desafios em saneamento, mobilidade e desigualdade social, e os investimentos em obras precisam vir acompanhados de políticas públicas integradas, transparência e participação da sociedade, para que atendam às necessidades reais da população.

Perguntas rápidas

Quem criou o Bilhete Único em São Paulo?

A gestão de Marta Suplicy, em 2004. A integração com Metrô e CPTM foi ampliada nas gestões seguintes.

O Metrô de São Paulo é da prefeitura?

Não. A Companhia do Metropolitano é do governo do Estado. A prefeitura atua nos ônibus municipais, corredores, terminais e no entorno das estações.

Desde quando a Avenida Paulista fecha aos domingos?

Desde 2015, com o programa Paulista Aberta, iniciado na gestão de Fernando Haddad e mantido pelas gestões seguintes.

Resumo