
Pablo Marçal, empresário e ex-coach, disputou a Prefeitura de São Paulo em 2024 pelo PRTB, com campanha centrada nas redes sociais e discurso contra a política tradicional. Terminou o primeiro turno em terceiro lugar, com cerca de 28% dos votos válidos, pouco atrás dos dois candidatos que foram ao segundo turno, e declarou que não pretende disputar novamente a prefeitura, mas mantém interesse em cargos executivos. Este é um resumo do contexto, da campanha, dos resultados e das polêmicas.
As eleições municipais de 2024 em São Paulo ocorreram em um ambiente político complexo, no qual alianças tradicionais foram desafiadas por novas figuras. Marçal entrou na disputa com uma base de apoio considerável e captou a atenção de eleitores insatisfeitos com os candidatos tradicionais, posicionando-se como alternativa, com retórica agressiva e promessa de mudança. Segundo ele, a campanha foi feita sem recursos do fundo eleitoral e sem grandes alianças partidárias.
A estratégia foi focada nas redes sociais e na comunicação direta com o eleitor, com vídeos curtos e forte presença em plataformas como Instagram, TikTok e YouTube. Marçal enfatizou que sua candidatura era fruto de mobilização popular e não dependia de "padrinhos políticos", discurso que ressoou entre quem buscava uma opção fora do establishment. Os números da eleição:
Marçal classificou o resultado como "extraordinário", mas reconheceu dificuldades, entre elas a suspensão de suas contas em redes sociais por decisão judicial e o pouco tempo de propaganda na TV para apresentar propostas.
A campanha foi marcada por controvérsias. Marçal fez acusações de irregularidades no processo eleitoral, sugerindo que adversários teriam comprado votos, e criticou a atuação da polícia em investigações de incidentes ocorridos nos debates. O episódio mais lembrado foi a "cadeirada" dada pelo apresentador José Luiz Datena, então candidato, durante um debate, que Marçal alegou não ter sido devidamente investigada. Suas declarações sobre outros candidatos também repercutiram: referiu-se a Guilherme Boulos como "marginal" e reclamou da atenção da mídia ao candidato do PSOL. Marçal também foi alvo de decisões da Justiça Eleitoral por conteúdo publicado nas redes.
Após a eleição, Marçal manifestou interesse em continuar na política. Declarou que não pretende concorrer novamente à Prefeitura de São Paulo, mas está aberto a candidaturas a cargos executivos, como o governo do estado ou a presidência. Descreveu a experiência municipal como aprendizado e prometeu postura diferente nas próximas disputas.
A candidatura de Pablo Marçal em 2024 exemplifica dinâmicas atuais da política brasileira, com novos nomes emergindo em meio ao descontentamento com as práticas tradicionais. Embora tenha ficado fora do segundo turno, o desempenho expressivo reflete um eleitorado em busca de alternativas. Seu futuro político permanece incerto, mas a trajetória indica que ele pretende continuar influenciando o debate público no país.
Cerca de 1,7 milhão de votos, o equivalente a aproximadamente 28% dos votos válidos, o que lhe rendeu o terceiro lugar no primeiro turno.
Ricardo Nunes (MDB), reeleito no segundo turno contra Guilherme Boulos (PSOL).
Ele declarou que não pretende concorrer novamente à prefeitura, mas considera disputar o governo do estado ou a presidência.