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Tecnologia

Controle de temperatura nas indústrias do Brasil

22 de abril de 2023 · 4 min de leitura
Válvula industrial com manômetro instalada em tubulação

O controle de temperatura é crítico nas indústrias alimentícia, farmacêutica, química e de plásticos porque define a segurança do processo e a qualidade do produto: um forno fora da faixa altera o cozimento, um reator sem controle pode gerar reações perigosas e uma extrusora mal regulada produz peças defeituosas. Na prática, o controle é feito com sensores, controladores como o west 6100 e atuadores que mantêm cada etapa dentro dos limites. Este artigo mostra como isso acontece em cada setor.

Indústria alimentícia

Na indústria alimentícia, o controlador de temperatura é fundamental para a segurança e a qualidade dos alimentos. As temperaturas são monitoradas em todas as etapas, da recepção das matérias-primas ao armazenamento dos produtos finais. Exemplos de aplicação:

Indústria farmacêutica

Na indústria farmacêutica, o controle de temperatura garante a qualidade e a eficácia dos medicamentos, da produção ao armazenamento e à distribuição. Exemplos:

Indústria química

Na indústria química, o controle de temperatura é questão de segurança: evita reações descontroladas e acidentes. Exemplos:

Indústria de plásticos

Na indústria de plásticos, a temperatura determina a qualidade das peças e a estabilidade do processo. Exemplos:

Conjunto de mangueiras e conexões hidráulicas em máquina

Como o controle é feito na prática

O sistema típico tem três partes: o sensor (termopar ou Pt100) que mede a temperatura; o controlador, que compara a medição com o valor desejado e calcula a ação de controle, geralmente com algoritmo PID; e o atuador, que pode ser uma resistência, um queimador, uma válvula de vapor ou um sistema de refrigeração. Controladores modernos oferecem sintonia automática, alarmes, rampas e patamares para processos com perfil de temperatura e comunicação com supervisórios, o que permite registrar os dados exigidos por normas e auditorias.

Um exemplo simples: em uma extrusora de plástico com cinco zonas de aquecimento, cada zona tem seu sensor e seu controlador, com set points diferentes ao longo do canhão. Se a temperatura de uma zona cai, o controlador aumenta a potência da resistência; se sobe demais, aciona o ventilador de resfriamento. Tudo isso acontece de forma automática, várias vezes por segundo, e o operador só intervém quando um alarme indica que o processo saiu da faixa.

Vantagens do controle de temperatura

  1. Garantia de qualidade: produtos estáveis e dentro da especificação, sem deterioração.
  2. Segurança do processo: menor risco de acidentes e explosões, protegendo trabalhadores e instalações.
  3. Eficiência energética: consumo otimizado, sem sobreaquecimento nem correções bruscas.
  4. Produtividade: processos estáveis produzem mais, com menos refugo e menos paradas.

Conclusão

O controle de temperatura é uma questão crítica para as indústrias brasileiras e influencia diretamente a qualidade dos produtos e a segurança dos processos. As aplicações vão da recepção das matérias-primas ao armazenamento dos produtos finais, e as vantagens incluem qualidade, segurança, eficiência energética e produtividade. Investir em tecnologias e equipamentos de controle adequados a cada necessidade é o caminho para processos produtivos confiáveis.

Perguntas rápidas

Qual sensor de temperatura usar em cada indústria?

Pt100 para precisão em faixas moderadas, como alimentos, farmacêutica e câmaras frias; termopares para altas temperaturas, como fornos, extrusoras e reatores.

O que é controle PID?

É o algoritmo que ajusta a potência de forma proporcional ao erro, corrige desvios acumulados e antecipa variações, mantendo a temperatura estável sem oscilações.

O registro de temperatura é obrigatório?

Em alimentos, medicamentos e vacinas, sim: as boas práticas de fabricação e as normas sanitárias exigem monitoramento e registro contínuo com rastreabilidade.

Resumo